Cantos, Hinos e Músicas

Clique em qualquer link abaixo para aprender mais e escutar o áudio.

1. Parayana Tâmil
2. O Ciclo de Quinze Dias do Parayana Tâmil
3. Sannidhi Murai
4. Annamalai Venba
5. Maha Bhakta Vijayam
6. A Prece de Sri Muruganar Musicada
7. Maharshi Arunmozhi
8. Sri Ramana Chatvarimsat
9. Tiruvaachakam
10. Nul Tirattu
11. Akshara Mana Malai em Nove Ragas Diferentes
12. Canção Gomatha Lakshmamma
13. Ekatma Panchakam: Aprenda a Cantar
14. Kirtan com Krishna Das
15. Arunachala Puranam
16. Ramana Padamalai
17. Geeta Saara Taalattu
18. Drk-Drsya-Vivekam
19. Apresentação em Áudio dos Manuscritos de Bhagavan Ramana Maharshi (Tâmil, Telugo, Malaiala e Sânscrito)
20. Siva Bhakta Vilasam – Audiolivro em Malaiala

Parayana Tâmil

Parayana Tâmil (As Obras Poéticas de Bhagavan Sri Ramana Maharshi).

As composições tâmeis de Bhagavan Sri Ramana Maharshi são reverenciadas por acadêmicos da literatura tâmil como obras de genialidade literária. Ademais, Bhagavan tinha a habilidade extraordinária de sintetizar em poucas palavras a extensão completa da realização upanishádica e Sua própria experiência direta dela. Esses versos e composições são cantados diariamente no Sri Ramanasramam. Atualmente, no Sri Ramanasramam, o Parayana é cantado das 18h30 às 19h15. Os hinos atuais seguem um ciclo semanal. Os hinos diários do Parayana estão disponíveis no formato de áudio Mp3, com as letras em tâmil e transliteradas para o inglês.

Download / Escute online / Letras em tâmil / Letras em inglês

SEGUNDA-FEIRA – Sri Arunachala Stuti Panchakam

TERÇA-FEIRA – Upadesa Noon Malai

QUARTA-FEIRA – Noon Malai

QUINTA-FEIRA – Anuvada Noon Malai

SEXTA-FEIRA – Anuvada Noon Malai

SÁBADO – Sri Ramana Stuti Panchakam

O Ciclo de Quinze Dias do Parayana Tâmil

A recitação de textos sagrados no Sri Ramanasramam remonta aos primeiros dias do Skandashram. Bhagavan iniciava regularmente o canto da Ribhu Gita e de outros textos clássicos do Advaita. Ele estimulava o canto de poesias devocionais como o Thevaram de Sundarar, Appar, Jnanasambandar, e o Tiruvachakam de Manikkavachakar, que inclusive foi recitado por devotos na noite do Mahasamadhi da mãe de Bhagavan, em maio de 1922.
No fim da década de 1940, as obras poéticas de Bhagavan foram adicionadas ao repertório do Ashram, que incluía obras de outros santos e devotos, formando um ciclo de quinze dias – começando e terminando com o Thevaram. As recitações tinham sido compiladas num caderno que era guardado no Antigo Salão. Aqueles que desejavam cantá-las, copiavam à mão e participavam do canto em grupo na presença de Bhagavan, às 18h45. Se alguém pedisse, o próprio Bhagavan copiava o caderno para o devoto usar. (Um desses cadernos foi publicado como: The Works of Bhagavan in His Own Handwriting). Devotos como Kunjuswami, Devaraja Mudaliar, Ramaswami Pillai, Somasundaram Pillai, K. Natesan, Thoppayya Mudaliar, Rangaswami, Annamalai Swami, Vadivudayar, Sivananda Swami, T. K. Sundaresa Iyer, T. P. Ramachandra Iyer e outros, durante suas estadias no Ashram, sentavam-se em dois grupos e cantavam de maneira antifônica, com cada lado recitando alternadamente, assim como no Vedaparayana regular.
Por alguns anos, após o Mahasamadhi de Bhagavan, o Parayana Tâmil foi realizado duas vezes ao dia no Antigo Salão, às 7h30 e às 18h15. Nas duas últimas décadas, ele foi entoado em um ciclo semanal (exceto aos domingos) no Salão do Samadhi de Bhagavan, todas às noites, às 18h30. Em meados da década de 1960, Smt. Mangalam, Smt. Saraswati e Sri V. Ganesan gravaram as recitações em grupo, e posteriormente elas foram digitalizadas e editadas. Essas gravações editadas serão incluídas em uma próxima versão em áudio do Ciclo de Quinze Dias do Parayana Tâmil, da qual dois terços são gravações de Kunjuswami e dos outros devotos antigos mencionados acima (seis no total). O arquivo disponível atualmente é uma cópia dele.

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Day 1 = 1º Dia
Day 2 = 2º Dia
Day 3 = 3º Dia
Day 4 = 4º Dia

Day 15 = 15º Dia

Sannidhi Murai

Sri Bhagavan escreveu um Verso ao Prefácio de Sannidhi Murai, de Muruganar, considerando-o comparável ao Tiruvachakam de Manikkavachakar, e uma contribuição para a elevação espiritual da humanidade. (Moments Remembered, Capítulo 8)

O Sannidhi Murai é cantado em três formatos:

– Na métrica tâmil pann, como é feito pelos odhuvars (recitadores) em templos tradicionais.

– Com acompanhamento musical – muitas obras de Muruganar estão disponíveis atualmente em CDs/DVDs/fitas cassete produzidos pelo Ramana Maharshi Centre for Learning, em Bangalore.

– Com raga (métrica) carnático clássico – o arquivo disponível atualmente, com cerca de ¾ do Sannidhi Murai, é cantado por:

A) Sra. Mahalakshmi Suryanandan, filha do Prof. K. Swaminathan, que nas últimas três décadas tem liderado o grupo de devotos de Bhagavan que canta no Sri Ramanasramam nos dias de Purnavasu.

B) Ramana Maharshi Centre for Learning, Bangalore – Grupo Ramananjali liderado por Smt. Sulochana Natarajan e um odhuvar (recitador) tradicional do templo Sri Kapaleeswarar, em Mylapore, Chennai, chamado Sri Sadgurunatha.

O título, o número do cântico e seu raga foram adicionados ao áudio como um prefixo, para que fosse possível cantar acompanhando com a leitura do livro (para o item A), enquanto, no índice, o título de cada áudio inclui o número dos cânticos.

Páginas

Sannidhi Murai – Página 2

Sannidhi Murai – Página 3

Sannidhi Murai – Página 4

Sannidhi Murai – Página 5

Item A Download | Escute online

Annamalai Venba

Um dos muitos santos e sábios de Tiruvannamalai, Guru Namasivaya e seu guru, Guhai Namasivaya, são amplamente conhecidos na região tâmil. O Annamalai Venba de Guru Namasivaya é uma das obras tradicionais mencionadas por Bhagavan Ramana.
Jnana Tapodanarai Vaa Endru Azhaikkum malai Annamalai – “A Montanha que atrai aqueles que buscam sabedoria (tapas jnana), Arunachala” – é um verso desse venba muito estimado pelos devotos de Arunachala e de Bhagavan Ramana.
O cântico abaixo foi entoado por Sri J. Jayaraman, o Bibliotecário do Ashram (acompanhado de um texto).

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Cântico Annamalai Venba

Para baixar o áudio em Mp3 do Annamalai Venba, clique aqui.
Para baixar o texto do Annamalai Venba, clique aqui.

Maha Bhakta Vijayam

Trechos da Nota do Editor da edição tâmil do Maha Bhakta Vijayam – uma obra que foi lida, revisada e frequentemente mencionada por Bhagavan Sri Ramana Maharshi:

“O Maha Bhakta Vijayam, que é maior em volume do que o Mahabharata e o Ramayana, foi escrito na língua hindustani no ano de 1630, por Nabaji Siddha – considerado uma encarnação do Senhor Brahma. O título original do texto é Bhakta Sara e ele contém as histórias das vidas de 700 devotos. O próprio Nabaji Siddha as narrou a Uddhava Siddha e outros. Mais tarde, Uddhava Siddha encurtou as histórias, as escreveu na língua falada em Gwalior e renomeou o texto para Bhakta Mala.

Posteriormente, Mahipati Bavaji removeu as conversas relacionadas aos aspectos jnana do livro e apresentou, em 1780, as histórias das vidas de 108 santos, em marati, chamando o livro de Bhakta Vijaya. O restante do que ele compôs foi chamado de Santa Vijaya e Santa Leelamruta.

Mais tarde, o pandita Dipdev apresentou o livro incluindo as partes relacionadas ao jnana e o chamou de Dipa Ratnakara. Algum tempo depois, a obra foi traduzida para o tâmil por Chittoor Venkatadasar – com a ajuda de outros panditas. A tradução foi publicada por Saidapuram Umapati Mudaliar, em 1864.”

1. “Um suporte de madeira foi providenciado para mim, e eu lia uma parte por dia do Bhakta Vijayam enquanto Bhagavan explicava o significado para os presentes. Às vezes, eu fazia perguntas inocentes relacionadas ao livro, e Bhagavan respondia pacientemente. Os devotos no salão costumavam dizer que suas dúvidas eram esclarecidas com as respostas que Bhagavan dava às minhas perguntas.” – Smt. Rajalakshmi. (Mountain Path, abril de 2008)

2. “Manu Subedor, que tinha vindo de Mumbai para o darshan de Bhagavan, disse que boa parte da Avadhuta Gita e da Ashtavakra Gita era para os conhecedores, e que não havia muita informação direta para guiar os iniciantes. Com uma compaixão infinita nos olhos, Maharshi me olhou e pediu a um dos seguidores que trouxesse um livro. Era o Maha Bhakta Vijayam de Nabhaji. Bhagavan abriu o livro e começou a ler. Aqueles que estavam presentes gostaram muito da leitura, e eu descobri que tinha recebido exatamente o que era necessário para mim.”

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Para fazer o download do texto tâmil, clique aqui.

A Prece de Muruganar

A relação do Sri Ramana Sannidhi Murai com o Tiruvachakam e o Thevaram.

Sri Ramana Sannidhi Murai (Homenagem à Presença de Sri Ramana), com um total de 1852 versos em tâmil de várias métricas, foi composto pelo grande poeta-devoto Muruganar em louvor de seu Sadguru Bhagavan Ramana, e foi publicado pela primeira vez em 1933. Um dos versos, Desika Pathikan (Dezena de Ramana, o Mestre) – título nº 20 – foi composto pelo poeta quando ele estava a caminho do Ashram para o seu primeiro darshan do Mestre. Era uma oferenda do poeta ao Guru. A inspiração veio de uma canção sobre o Senhor Shiva composta pelo grande santo e cantor tâmil Sundarar (Sundaramurthy Nayanar), da era medieval. Posteriormente, agraciado por Sri Bhagavan, Sri Muruganar compôs o restante dos versos. Embora em larga medida eles sigam o modelo do Tiruvachakam de Manikkavachakar, eles têm uma originalidade luminosa, e o poeta incorporou em sua obra suas inovações e também variações dos estilos e das imagens do modelo.

Essa configuração foi aclamada pelos devotos porque Bhagavan era considerado o próprio Senhor Shiva, enquanto Sri Muruganar era comparado a Manikkavachakar.

Sri Ramana Sannidhi Murai se baseia bastante no Tiruvachakam. Ele também usou o estilo e o formato do Thevaram – hinos esplêndidos sobre o Senhor Shiva escritos por Jnanasambandar, Appar e Sundarar – e, em um grau menor, as composições de santos-cantores mais recentes como Arunagirinadhar, Thayumanavar e até mesmo o estilo e o formato clássico do vaishnava Divya Prabandham. Isso foi apropriado pois, ao fazer isso, Muruganar honrou séculos de cânticos de santos tâmeis enquanto prestava homenagem àquele (Bhagavan) que Carl Jung, um dos maiores intelectuais ocidentais do século XX, considerava “o cântico dos milênios”.

O áudio disponível abaixo do Sri Ramana Sannidhi Murai está acompanhado de alguns trechos do Tiruvachakam, cantados por Sri Sadgurunatha – odhuvar (recitador) do Templo Sri Kapaleeswarar, em Mylapore, Chennai – alguns trechos do Thevaram, cantados por Sri Dharmapuram Swaminathan e mais alguns outros, enquanto o Sri Ramana Sannidhi Murai foi cantado pelos artistas-devotos do RMCL (Ramana Maharshi Centre for Learning), de Bangalore.

Observação:

Cada arquivo de áudio dos versos do Sri Ramana Sannidhi Murai tem um link para os modelos correspondentes do Tiruvachakam e do Thevaram. As métricas musicais (pann ou raga) mencionadas no livro e no arquivo em PDF não são seguidas na recitação.

Clique no nome de qualquer música do Sannidhi Murai, Tiruvachakam e Thevaram, e depois escute o áudio da música. Clique na seção de PDF para baixar o texto de todos os arquivos de áudio.

Para baixar todos os arquivos de Mp3 do Sannidhi Murai em formato ZIP, clique aqui.

Para baixar todos os arquivos de Mp3 do Tiruvachakam em formato ZIP, clique aqui.

Para baixar todos os arquivos de Mp3 do Thevaram em formato ZIP, clique aqui.

Para baixar todos os textos em formato PDF do Sannidhi Murai, Tiruvachakam e Thevaram, clique aqui.

Maharshi Arunmozhi

Maharshi Arunmozhi (tâmil).

O Ashram já disponibilizou online alguns livros em áudio como Collected Works of Sri Ramana Maharshi, Ramana Sannidhi Murai de Sri Muruganar, e outros textos espirituais antigos em tâmil muito estimados por Bhagavan Ramana, como a Ribhu Gita, a Ashtavakra Gita, entre outros. Mais textos, como o Ozhivil Odukkam, serão disponibilizados ao longo do tempo.

Atualmente, nós estamos trabalhando para disponibilizar uma publicação do Ashram em tâmil. O livro em questão relata a jornada de Paul Brunton, no início da década de 1930, quando ele veio à Índia em busca da Verdade. Essa jornada o levou a muitos santos, yogis e faquires, mas sua busca continuou. Após ser persuadido por Sri Chandrasekharendra Saraswati Swami – o Sankaracharya do Monastério Kanchi Kamakoti – Brunton foi até o Sábio de Arunachala, Bhagavan Sri Ramana Maharshi, em seu “Eremitério na Selva”.

Brunton relatou seus encontros na Índia em seu livro mais conhecido, A Search in Secret India. Três capítulos desse livro abordam os encontros mais marcantes que ele teve na Índia: seus encontros com Ramana Maharshi em seu Ashram na base de Arunachala, em Tiruvannamalai, e as experiências extraordinárias que ele teve aqui. Partes relevantes desses capítulos foram publicadas pelo Ashram no livro The Maharshi and his Message, traduzido posteriormente para o tâmil e mais alguns outros idiomas. A tradução para o tâmil, intitulada de Maharshi Arunmozhi, está disponível online na voz de Sri Govi.

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Sri Ramana Chatvarimsat

Em uma manhã, no Templo Pachaiamman, em Tiruvannamalai, Sri Vasishtha Ganapati Muni e outros discípulos estavam sentados na frente de Bhagavan Sri Ramana Maharshi que, como sempre, estava sentado, completamente absorto. Ganapati viu uma luz cintilante descer do céu e tocar seis vezes na testa de Bhagavan.
Com essa visão, Ganapati Muni idealizou que o Maharshi não era outro senão uma encarnação do Senhor Subrahmanya. Imediatamente, o poeta que havia em Muni floresceu em oito versos na bela métrica sardulavikridita.
Posteriormente, conforme a ocasião exigia, Ganapati Muni compôs muitos versos em adoração a Maharshi, e eles foram compilados juntamente com os oito versos iniciais sob o título de Sri Ramana Chatvarimsat (Quarenta Versos em Adoração a Sri Ramana). Esses quarenta versos foram recitados diariamente na presença de Bhagavan durante sua vida e continuam sendo recitados todas as manhãs em seu Santuário. Os versos descrevem as características humanas e divinas do Maharshi, sem distingui-lo de Skanda (Senhor Subrahmanya).
Como esses versos abordam um Avatara Purusha (Senhor Subrahmanya) e um Jivanmukta (Bhagavan Sri Ramana Maharshi) e são compostos por um devoto espiritual extraordinário, cada verso é como um mantra que invoca a presença de Maharshi, sendo uma verdadeira dádiva para todos os aspirantes sinceros.

Cântico Sri Ramana Chatvarimsat Escute online

Para baixar o áudio em Mp3 do Sri Ramana Chatvarimsat, clique aqui.
Para baixar o texto do Sri Ramana Chatvarimsat, clique aqui.

Tiruvaachakam

Bhagavan Ramana e o Tiruvaachakam (tâmil).

Em diversas ocasiões, Bhagavan Sri Ramana Maharshi falou detalhadamente sobre o Tiruvaachakam e seu autor – o Santo Manikkavachakar. Ele estimulava a recitação do Tiruvaachakam como parte do sadhana para aqueles que se interessassem. Manikkavachakar e o Tiruvaachakam representam o caminho do sanmaargam – a Unidade com o Senhor em Saiva Siddhanta – assim como o Mestre-Discípulo, o Pai-Filho e a Atitude de Amizade para com o Senhor.

“[…] Bhagavan sentou-se ao lado do corpo da Mãe (Alagammal). Brahmachari Arunachalaswami e eu estávamos perto de Bhagavan. Bhagavan queria que lêssemos o Tiruvaachakam. Bhagavan leu algumas partes, e nós lemos as outras. Bhagavan nos corrigia sempre que cometíamos erros. Assim, terminamos todo o Tiruvaachakam às 4h da madrugada.” – Reminiscences, de Kunju Swami (sua descrição do Mahasamadhi da Mãe de Bhagavan na noite de 19 de maio de 1922).

“[…] Bhagavan me disse que aquele pranto era bom, citando o Tiruvaachakam: ‘Azhudaal Unnai Peralaame’ [ao chorar por Você (Deus), é possível alcançá-Lo]. Bhagavan citou essa frase do Tiruvaachakam ao fazer um comentário sobre a Sra. Eleanor Pauline Noye, uma devota americana que costumava chorar na Presença de Bhagavan.” – My Recollections, de Devaraja Mudaliar.

Recentemente, Sri Siva Daamodaram, de Tiru Kazhu Kundram, começou a conduzir o muttrodal (canto completo) do Tiruvaachakam em vários Shiva Kshetras (Templos) de Tamil Nadu, atraindo milhares de devotos para cada sessão. Ele colocou as canções do Tiruvaachakam em várias métricas musicais e em diferentes ragas clássicos, atribuindo a elas um estilo musical simples e popular que envolve os participantes e a plateia, que incluem tanto panditas eruditos quanto cidadãos simples, cativando-os por cerca de doze horas seguidas.

Os arquivos disponíveis abaixo têm uma duração total de três horas e são de uma das sessões conduzidas por Sri Siva Daamodaram, em Kanchipuram, no Templo Sri Ekaambareswar, realizada em 29 de setembro de 2012, contando com a presença de mais de dez mil devotos.

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Nul Tirattu

O livro Collected Works of Bhagavan Sri Ramana Maharshi, ou Sri Ramana Nul Tirattu, em tâmil, ocupa um lugar especial na vida de todos os devotos de Ramana. Em sua introdução à tradução em prosa do Vivekachudamani (sua maior obra, e a mais antiga), Bhagavan diz: “[…] a bem-aventurança pode ser realizada somente por meio da autoinvestigação, que é composta de sravana (escuta), manana (contemplação), etc.” Em Who am I? ele também diz: “[…] para isso (felicidade), a investigação sobre ‘Quem sou eu’ é o principal meio.”

As obras de Bhagavan servem abundantemente ao propósito de sravana, manana, etc.
Com a disponibilização do Nul Tirattu, as obras poéticas de Bhagavan estão agora disponíveis para os devotos em três formatos diferentes.

a) Parayana Tâmil, a maneira como é cantado atualmente no Sri Ramanasramam.

b) Ciclo de Quinze Dias do Nul Tirattu, incluindo as obras poéticas de alguns outros santos – a maioria delas nas vozes de devotos antigos como Kunjuswami e outros.

c) Collected Works of Bhagavan (Nul Tirattu) – a parte poética com música quando estiver disponível. Nós atualizaremos à medida que a parte restante for musicada e cantada. A versão malaiala da Bhagavad Gita Saram, e as versões em telugo, sânscrito e malaiala do Upadesa Saram também foram adicionadas aqui para suplementar o Nul Tirattu.

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Akshara Mana Malai em nove ragas diferentes

Manavasi Ramaswami Iyer descobriu os poderes de cura de Sri Ramana Maharshi na época em que Bhagavan ainda vivia na Caverna Virupaksha, e assim ele compôs a música Saranagati. Essa poderosa música invoca a Graça do Mestre e é entoada em muitos Ramana-Satsangs. Sua filha, Smt. Ramani Ammal, era uma musicista talentosa e dava aulas de música para muitas mulheres ricas de Ramananagar.

Smt. Ramani Ammal musicou os cento e oito versos do Akshara Mana Malai em nove ragas diferentes. Cada conjunto de doze versos é cantado em um raga especial. Durante o festival anual Sharad Navaratri, o Akshara Mana Malai – o precioso hino de louvor ao Senhor Arunachala composto por Sri Ramana Maharshi – é cantado em nove ragas melodiosos diante da Mãe Divina. (Nota: raga é um tipo de melodia tradicional na música hindu composto de um tema que expressa um aspecto do sentimento religioso, e que estabelece um sistema de tons em que as variações são improvisadas dentro de uma estrutura determinada de progressões típicas, fórmulas melódicas e padrões rítmicos).

Smt. Sushila Ramanan, esposa do presidente do Ashram, aprendeu a cantar o Akshara Mana Malai em nove ragas com Smt. Ramani Ammal. É um prazer apresentar o Akshara Mana Malai cantado por Sushila Ramanan e J. Jayaraman em nove ragas.

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Aksharamanamalai em Nove Ragas Diferentes

Para baixar o áudio em Mp3 do Akasharamanamalai em ragas diferentes, clique aqui.

Ragas e versos correspondentes.

1. Kappu – Bowli Raga
2. 1–12 – Saama Raga

Canção Gomatha Lakshmamma

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Canção Gomatha Lakshmamma

Para baixar o áudio em Mp3 da canção Gomatha Lakshmamma, clique aqui.

Ekatma Panchakam

Introdução

Esses são os últimos versos compostos por Bhagavan. Eles foram escritos a pedido de uma devota, Suri Nagamma – autora do livro Letters from Sri Ramanasramam. Sri Ramana os escreveu em telugo, mas com uma forma métrica tâmil chamada venba, e depois os traduziu para o tâmil. Como já existia uma composição de Sankaracharya chamada Atma Panchakam, Bhagavan decidiu chamar essa composição de Ekatma Panchakam.

Ekatma Panchakam

Verso 1

Quando, esquecendo o Eu, alguém pensa
Que é o corpo e passa por
Inúmeros nascimentos
E no final lembra e se torna
O Eu, saiba que isso é como
Despertar de um sonho em que
Alguém vagou pelo mundo inteiro.

Transliteração

Tannai maṛandu tanuvē tānā-eṇṇi
Eṇṇil piṛavi eḍut tiṛudi – tannai
Uṇarndu tānā-dal ulagasañ charak
Kanavin vizhit-talē kāṇga – anavara-dam

Verso 2

Você sempre é o Eu. Perguntar-se
“Quem sou eu e onde estou?”
É como um bêbado perguntar
“Quem sou eu?” e “Onde estou?”

Transliteração

Tānirun-dun tānā-gat tannaittā nānevan
Yān-irukkum stānam edu-venakkēt – pānukku
Yānevan evviḍam yānuḷan enḍṛa-madu
Pāna-nai yīḍu pagar-satcid – ānandat

Verso 3

O corpo está dentro do Eu. Mas
Você acha que está dentro do corpo inerte,
Como um espectador que supõe
Que a tela em que o filme é projetado
Está dentro do filme.

Transliteração

Tannuḷ tanu-virukkat tānach jaḍa-vuḍalan
Tannuḷ irup-padāt tānunnum – anna-van
Chitti-rattin uḷḷuḷada chitti-rattuk kādāra
Vastira menḍṛeṇ-ṇuvān pōlvān – vastu-vām

Verso 4

Um ornamento de ouro existe
Separadamente do ouro? O corpo pode existir
Separadamente do Eu?
O ignorante pensa “eu sou o corpo”;
O iluminado sabe “eu sou o Eu”.

Transliteração

Ponnukku vēṛagap bhūsha-ṇam uḷḷadō
Tannai viḍut tanu-vēdu – tannai
Tanu-venbān ajñāni tānā-gak koḷvān
Tanai-yaṛinda jñāni darippāi – tana-doḷiyāl

Verso 5

Somente o Eu, a Realidade Única,
Existe para sempre.
Se na antiguidade o Primeiro dos Mestres (Dakshinamurti)
O Revelou por meio de um silêncio ininterrupto
Quem pode revelá-Lo com palavras?

Transliteração

Eppō-dum uḷḷadav ēkānma vasttuvē
Appō-dav vasttuvai yādi-Guru – ceppādu
Ceppit teri-yumā ceidanarē levar
Ceppit teri-vippar ceppu-gena – ippōdav

Verso Final

Guru Ramana, que se regozija na forma do (puro) jnana,
Compôs estes cinco versos sobre o Eu.
Neles, declara-se a natureza da Realidade,
Que destrói a ilusão de que o corpo é o Eu.

Transliteração

Ekanma vuṇmai yinait-tenat tēṭṛiyan-bar
Dēhānma bāvañ cidai-vittān – ēkānma
Jñāna sorūpa-mā naṇṇuṅ Guru-Ramaṇan
Tān-navinḍṛa ippāviṛtan.

(Traduzido pelo Prof. K. Swaminathan)

Kirtan com Krishna Das

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1. Shri Ram Jai Ram Jai Jai Ram
2. Om Namoh Bhagavate Vasudevaya
3. Baba Hanuma
4. Goddess Prayer /Jaya Jagatambe Ma Durga
5. Radhe Govinda
6. The Blue Krishna Walt
7. Om Namah Shivaya

Arunachala Puranam

O Arunachala Puranam é o sthala purana de Tiruvannamalai – obra que reúne todas as lendas relacionadas a Tiruvannamalai. Os mitos e lendas que ela contém fazem parte de uma tradição ininterrupta, complexa, romanceada e transformada ao longo de vários milênios, que começam com os Vedas e os comentários védicos. (Ramana Maharshi nos ensina que o mundo é simplesmente o jogo ilusório da mente, projetado na tela imóvel da consciência. O mundo maravilhoso e estranho dos Puranas é, a seu modo, uma ilustração dessa verdade.)

A história principal se passa no contexto de temas épicos, como a criação do universo e as batalhas pela supremacia entre os próprios deuses e entre os deuses e seus inimigos – os asuras. Dois temas fundamentais se entrelaçam: o primeiro é a grandiosidade do sthala (lendas) de Arunachala: a história de como a Montanha Arunachala se manifestou primeiro como uma gigantesca coluna de fogo, com o topo e a base impossíveis de serem encontradas, para resolver uma disputa entre Brahma e Vishnu; e o segundo é a história de como Parvati, a consorte de Shiva, se fundiu com o Senhor Shiva como metade dele.

O Arunachala Puranam em tâmil foi composto no século XVII por Saiva Ellappa Navalar, que pelas estimativas viveu durante o reinado do rei tâmil Tirumalai Nayakar, entre 1623 e 1659. O autor, nos versos 21 e 514, menciona que a fonte dos primeiros sete capítulos é o Rudra Samhita (514), ou o Kodi Rudra Samhita (21) do Shiva Purana.

Do livro Dia a Dia com Bhagavan, de Devaraja Mudaliar, data 12 de dezembro de 1945 – tarde: “Quando entrei no salão por volta de 14h50, Bhagavan estava lendo versos da edição tâmil do Arunachala Puranam, nos quais é dito que Gauri (Parvati), depois de atravessar as várias ruas de Arunachala (Tiruvannamalai), chegou ao Ashram de Gautama. Quando Bhagavan chegou aos versos que tratam da alegria de Gautama pela chegada de Gauri ao seu Ashram, Bhagavan não pôde continuar, porque as lágrimas encheram seus olhos e a emoção silenciou sua voz. Então ele deixou de lado o livro…”

No ano 2000, o Sri Ramanasramam publicou o Arunachala Puranam em tâmil, de Saiva Ellappa Navalar, com paráfrases, e o livro foi reimpresso várias vezes. (A tradução para o tâmil do Arunachala Mahatmya em sânscrito, feita por Munagala Venkataramiah – o compilador de Conversas com Sri Ramana Maharshi – foi reimpressa várias vezes desde sua primeira publicação, em 1957). Em 1999, o Sri Ramanasramam publicou The Glory of Arunachala, de M. C. Subramanian, que tinha sido impresso em série na revista Mountain Path. O Arunachala Puranam em tâmil foi traduzido para o inglês por Robert Butler, um fervoroso devoto de Bhagavan Ramana. A tradução também foi publicada em série na revista Mountain Path, e agora ele a ofereceu ao Sri Ramanasramam para ser publicada.

J. Jayaraman, o bibliotecário-chefe do Sri Ramanasramam, que ouviu falar inúmeras vezes das glórias do Arunachala Puranam em tâmil por meio de um antigo residente do Ashram, Kunju Swami – devoto íntimo de Bhagavan Ramana Maharshi desde 1920 – cantou em tâmil todos os 659 poemas de Saiva Ellappa Navalar, e eles estão disponíveis abaixo no formato de áudio.

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Para baixar o texto completo em tâmil do Arunachala Puranam, clique aqui.
Para baixar o texto completo em inglês do Arunachala Puranam, clique aqui.

Ramana Padamalai

Muruganar (1890-1973), o talentoso poeta tâmil e um dos maiores devotos de Bhagavan, foi fundamental para persuadir Bhagavan Ramana Maharshi a compor o Upadesa Undiyar e o Ulladu Narpadu, duas de suas obras poéticas mais importantes, que abordam seus ensinamentos únicos. O poeta-devoto também foi responsável por Bhagavan ter composto o Atma Vidya (A Canção do Autoconhecimento). Então, é graças a Muruganar que temos os ensinamentos de Bhagavan em Suas próprias palavras e em uma forma compacta.

Uma vez, Bhagavan disse a Muruganar, “Por que não escrever (poemas) como Manikkavachakar (o grande devoto, santo e cantor do século IX)?” Essa frase graciosa serviu para acender uma chama contínua de cerca de 25.000 poemas em tâmil espontâneos e naturais ao longo de algumas décadas. Atualmente, eles estão disponíveis em três formas diferentes: Stotram (preces), Sastram (filosofia ou Ensinamento) e Anubhavam (experiências espirituais pessoais). Porém, existem poemas ou versos de Muruganar que combinam todos os três aspectos.

Os poemas de Muruganar: Sri Ramana Sannidhi Murai, Ramana Deva Malai e Ramana Sarana Pallandu, os stotras e o Guru Vachaka Kovai, incorporam os ensinamentos completos de Bhagavan e foram publicados durante a vida de Sri Ramana e de Muruganar por Ramana Padananda, um devoto fiel de Bhagavan e admirador de Muruganar, assim que a maior parte dos textos foi composta. Sri Ramana Anubhti (Sri Ramana Experience) também foi publicado por Ramana Padananda em duas partes, em 1960 e 1961.

Após seu Mahasamadhi em 1973, uma coleção não selecionada de mais de 17.000 versos do poeta-devoto foi entregue a Sadhu Om, um fervoroso devoto de Bhagavan e poeta talentoso. Ele a analisou durante três décadas e, com a ajuda do Prof. K. Swaminathan, ela foi publicada em nove volumes sob o título de Sri Ramana Jnana Bodham por Delhi Ramana Kendram, ao longo de um período de 18 anos, a partir de 1978.

Após Ramana Padananda, muitos outros devotos passaram a disseminar as obras de Muruganar. O Prof. K. Swaminathan traduziu para o inglês a maioria dos versos de Sri Ramana Sannidhi Murai, e todo o Guru Vachaka Kovai – ambos publicados pelo Sri Ramanasramam. Sadhu Om publicou uma tradução do Guru Vachaka Kovai e há também uma tradução revisada feita por David Godman. O Ramana Maharshi Centre for Learning, em Bangalore, publicou a versão em áudio de algumas obras de Muruganar.

O nono volume do Sri Ramana Jnana Bodham, publicado em 1996, contém: a) Deiva Malai, b) Padamalai [Paadha Maalai], c) Sarana Tiruvahaval, e alguns versos e prosas variados de Muruganar. Uma seleção excepcional de 1700 versos (de um total de 3059) do Padamalai foi traduzida para o inglês pelo Dr. Venkatasubramanian, por Robert Butler e David Godman, com as anotações e a organização temática feitas por David Godman. O livro foi publicado por David Godman em 2004.

Os nove volumes originais (em tâmil) do Sri Ramana Jnana Bodham foram disponibilizados online no site do Sri Ramanasramam em 2014. O Padamalai e sua tradução para o inglês estão sendo colocados no site atualmente com a autorização das pessoas que o traduziram para o inglês. Na introdução do Padamalai, Muruganar menciona que a obra deve ser cantada pelos devotos a fim de reforçar suas “lembranças dos pés divinos do Senhor”. O áudio de toda a obra sendo cantada também foi disponibilizado no site, juntamente com o texto.

A tradução completa para o inglês do Padamalai será disponibilizada online quando estiver pronta.

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Canções de 1 a 10
Canções de 101 a 200

Canções de 2091 a 3000

Para baixar o texto completo da canção Padamalai, clique aqui.

Geeta Saara Taalattu

[A Canção de Ninar da Essência da (Bhagavad) Gita]

Quando o Senhor Krishna começou seu upadesa (instrução espiritual) sobre o Jnana Supremo, Arjuna estava desorientado. A Canção de Ninar da Essência da Gita, composta em tâmil pelo Santo Tiru Vengada Nathar para alegrar sua filha, contém precisamente a essência desse Jnana Yoga. Ela é contada em parelhas concisas e encantadoras, na forma de um diálogo claro e ativo entre Sri Krishna e Arjuna. A tradução para o inglês mantém a métrica das parelhas originais do tâmil para facilitar a recitação idêntica.

Aparentemente, a filha de Tiru Vengada Nathar ficou viúva logo após o casamento e voltou para a casa de seu pai. Sua vizinha e amiga também tinha se casado na mesma época e tinha acabado de ter um bebê. As melodias das canções de ninar chegavam da casa vizinha e faziam a jovem viúva se desesperar por não ter um filho.

Um dia, seu bondoso pai voltou para casa mais cedo do que o habitual e a viu com lágrimas escorrendo pelo rosto. Ele a consolou dizendo que ela não precisava sofrer por algo que não era importante e lhe deu um ídolo do bebê Krishna, assim ela poderia colocá-lo num balanço e cantar músicas de ninar para ele. Ele compôs para ela a Geeta Saara, um Jnana Upadesa, como uma canção de ninar de 104 parelhas. A jovem “mãe” costumava ninar o “bebê” com tanta ternura e devoção, entoando a canção de ninar, que o ídolo ganhou vida, e Sri Krishna saltitou pelos cantos para a grande alegria da mãe e de todos ao seu redor!

Essa canção de ninar, Geeta Saara, costumava ser mencionada por Bhagavan Sri Ramana Maharshi, assim como outras obras do Advaita em tâmil, como o Kaivalya Navaneeta, o Sasivarna Bodham, o Yoga Vasistha, entre outras. Além disso, essa foi a única obra que Bhagavan ensinou como Guru para um grupo de jovens sadhakas (buscadores espirituais) em uma sala de aula. Isso aconteceu no primórdio, antes de 1920 – quando Bhagavan estava no Skandashram. Durante um pradakshina na Montanha Sagrada, Bhagavan parou um pouco em Esanya Mutt (monastério), no lado nordeste da Montanha. O mathadhipati (chefe do monastério) ficou sorridente ao ver o jovem e amado Maharshi, e O informou de que estava no meio de uma aula para jovens sadhakas, e que seria uma grande honra se Maharshi assumisse a instrução a partir daquele momento.

Bhagavan não teve muita escolha. Ele entrou na sala de aula e aceitou o assento elevado oferecido pelo próprio mathadhipati. Ao descobrir que a aula era sobre a Canção de Ninar, Geeta Saara, Bhagavan prosseguiu. Só podemos imaginar a grande sorte daqueles jovens sadhakas, o esplendor do Guru (que se recusava a se considerar uma encarnação especial) e a grandiosidade do seu upadesa naquele dia; o upadesa que, no entanto, ele deu em uma encarnação anterior!

“GEETA SAARA TAALATTU”
(Canção de Ninar da Essência da Gita)

Um diálogo de perguntas e respostas entre Arjuna e o Senhor Krishna no meio do campo de batalha com os parentes em formação, uns contra os outros.

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Drik Drisya Viveka

Introdução

Palani Swami, de Kerala, era um sadhaka e serviu a Bhagavan Sri Ramana Maharshi por cerca de 20 anos, desde a chegada de Bhagavan a Tiruvannamalai. Para ajudar Palani Swami em seu sadhana, Bhagavan costumava copiar vários textos sagrados espirituais em seus cadernos. (Referências a isso podem ser encontradas no livro Letters from Sri Ramanasramam, de Suri Nagamma, e esses cadernos estão guardados nos Arquivos do Ashram). Bhagavan os escreveu originalmente a lápis, e depois por cima com caneta, com uma caligrafia esmerada.

Em um dos cadernos, encontramos os seguintes textos com a letra de Bhagavan no alfabeto malaiala:

1. Skandopanishad, 2. Amruta-bindopanishad, 3. Kaival-yopanishad, 4. Brahma-vidya Panchakam, 5. Municharya Panchakam, 6. Nirvrutti Panchakam, 7. Ramanashtakam

Os seguintes textos estão no alfabeto tâmil:

1. Dakshinamurti Astakam, de Sri Nithyananda Swami
2. Sri Dakshinamurti Astakam
3. Rascunhos da tradução para o tâmil que Bhagavan fez do Sri Dakshinamurti Astakam
4. Drk-Drsya-Vivekam – Versos em tâmil de Sivananda Murti
5. Sukashtakam
6. Moksha Sadana Panchakam
7. Sobana Panchakam
8. Manisha Panchakam

Além de copiar os versos em tâmil de Drik Drisya Viveka, Bhagavan também os traduziu para o tâmil no formato de prosa e isso faz parte atualmente do livro The Collected Works of Ramana Maharshi.

Durante sua permanência na Caverna Virupaksha (1900-1916), atendendo aos pedidos constantes de Gambiram Seshayya e seu irmão Krishnayya, Bhagavan traduziu o Vivekachudamani para o tâmil em formato de prosa. Além disso, Ele traduziu o Drk-Drsya-Vivekam. Na Introdução do Drk-Drsya-Vivekam, Bhagavan menciona dois pontos importantes:

1. No verso de invocação e na prosa, Bhagavan menciona que o Drik Drisya Viveka é uma obra de Adi Shankaracharya, embora Ele tenha copiado os versos de Sivananda Murti, no qual o trabalho original é atribuído a Vidyaranya Swami.

2. Bhagavan afirma que essa pequena obra do Acharya (Preceptor), que explica o segredo do Advaita Siddhanta, é suficiente para os mumukshus (buscadores da Libertação) que estão aptos para receber a experiência espiritual (uttama adhikari).

A tradução de Bhagavan dessas duas obras de Acharya Shankara – Vivekachudamani e Drik Drisya Viveka – foi publicada pela primeira vez em 1908, e reimpressa em 1916 e 1921, elas fazem parte do livro The Collected Works of Ramana Maharshi. Essas duas traduções de Bhagavan foram publicadas muito antes do livreto “Who am I?”.

Uma vez, o líder da Kovilur Vedanta Mutt, Veera Subbaiah Swami, e seus discípulos foram visitar Bhagavan na Caverna Virupaksha e pediram que Ele explicasse as práticas para a realização do estado de sahaja nirvikalpa samadhi, em que o jovem Sábio se encontrava constantemente. Bhagavan mostrou-lhes Sua tradução do Drik Drisya Viveka, em que são explicados os seis tipos de samadhi que levam ao sahaja samadhi.

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Drik Drisya Viveka em prosa tâmil
Drik Drisya Viveka em sânscrito
Drik Drisya Viveka em poemas tâmeis

Como Drik Drisya Viveka é um material importante para os buscadores espiritais, ele está disponível abaixo nos seguintes formatos:

1. Slokas originais em sânscrito, com a transliteração para o inglês (Download do Texto)

2. Versos em tâmil de Sivananda Murti, com a letra de Bhagavan (Download do Texto)

3. Versão no formato de prosa, em tâmil, feita por Bhagavan (Download do Texto)

Apresentação em áudio dos manuscritos de Bhagavan Ramana Maharshi (tâmil, telugo, malaiala e sânscrito)

No ano de 1896, enquanto estudava em Madurai, um garoto de 16 anos, Venkataraman, que mais tarde passou a ser conhecido como Bhagavan Ramana Maharshi, sentiu um medo da morte que O fez realizar uma profunda Autoinvestigação sobre “quem sou eu” que morre! Essa introspecção fez com que Ele realizasse conscientemente a consciência natural, cósmica e “além”, que sobrevive até mesmo ao fim físico. A partir daquele momento, Ele teve constante atenção no Eu. Depois, em Tiruvannamalai, com essa atenção no Eu, Ele foi capaz de conversar livremente com todos, inclusive com pássaros e animais.
Quando o Sri Ramanasramam começou, no sopé sul do Monte Arunachala, em 1923, a composição da história da vida de Maharshi e a preservação de Suas obras e de seus escritos também começaram. B.V. Narasimha Swami – um devoto e advogado de profissão – viajou para os lugares relacionados à vida de Ramana Maharshi, conseguiu documentos assinados de pessoas relacionadas a Ele, e assim ele compilou e publicou a primeira biografia de Bhagavan Ramana, em 1931, sob o título Self-Realisation. Munagala Venkataramiah, Devaraja Mudaliar e Suri Nagamma anotavam as respostas de Maharshi às perguntas feitas por devotos e incidentes relacionados a isso, que foram reunidos e publicados como livros, intitulados Conversas com Sri Ramana Maharshi, Dia a Dia com Bhagavan e Cartas do Sri Ramanasramam. Além disso, muitos devotos escreveram sobre suas experiências com Bhagavan, que também foram publicadas sob vários títulos diferentes e em muitos idiomas.
Além das anotações dos outros, o próprio Bhagavan, quando a ocasião pedia, entregava alguns textos escritos, fossem em prosa ou poesia, nas línguas tâmil, telugo, malaiala ou sânscrito. A coleção de Seus textos escritos à mão tem mais de 5000 páginas e estão preservadas nos Arquivos do Sri Ramanasramam. Na infância, Bhagavan foi apelidado de “Tangakkai” – “Mão de Ouro” – e da extensa coleção de Seus escritos à mão, algumas seleções nas quatro línguas acima foram publicadas como Tangakkai, em tâmil, Swarna Hasta, em telugo e malaiala, e Hiranyabahu, em sânscrito, com sinopses nas respectivas línguas e também em inglês. As quatro publicações acima são apresentadas em formato de vídeo no canal do Sri Ramanasramam no YouTube (https://www.youtube.com/user/SriRamanaDevotee/), e o conteúdo completo no formato de áudio está disponível abaixo.

1. Tâmil (Tangakkai).
2. Telugo (Swarna Hasta).
3. Malaiala (Swarna Hasta).
4. Sânscrito (Hiranyabahu).

Siva Bhakta Vilasam – Audiolivro em Malaiala

Siva Bhakta Vilasam – Malaiala
(Uma tradução de Taruvattu Ammalamma)

Bhagavan Sri Ramana Maharshi leu o Periya Puranam em Sua juventude, – as histórias das vidas dos 63 Santos Shivaístas. Ele também ficava parado diante do Santuário dos Santos no templo Meenakshi, em Madurai, rezando para que a Graça descesse, assim Sua devoção aumentaria e se tornaria perpétua, como tinha acontecido com os 63 Santos.

Posteriormente, em Tiruvannamalai, durante as conversas com os devotos, Ele referia-se com emoção e devoção às vidas desses Santos. Muitas publicações do Ashram, como os livros Conversas com Sri Ramana Maharshi, Cartas do Sri Ramanasramam, Dia a Dia com Bhagavan, e várias lembranças dos devotos revelam esse aspecto de Bhagavan com mais detalhes.

O Periya Puranam em tâmil é um registro detalhado feito por Sekkizhar – o ministro do reino Chola no século XI. A versão em sânscrito – Siva Bhakta Vilasam – no Skanda Upa Puranam é uma narração feita pelo Sábio Upamanyu a outros Sábios no século VIII, em Kailas. Quando Sundara Murti Nayanar, um dos 63 Santos e, brevemente, um biógrafo dos Santos Shivaístas, voltou a Kailas no século VIII, na forma de uma refulgência, o Bhakti Vilasam de todos os 63 Santos foi revelado pelo Sábio Upamanyu naquele local.

Bhagavan copiou certos trechos do Shiva Rahasya e do Brahma Kaivarta Puranam, incluindo alguns detalhes sobre Jnanasambandar e Sundara Murti Nayanar que não são encontrados nas duas obras originais.

Existe uma versão malaiala do Siva Bhakta Vilasam feita por Taruvattu Ammalamma e publicada em 1908, com algumas variações nos nomes e nos detalhes das vidas dos 63 Santos. O tradutor refere-se a uma versão em sânscrito de Harasarma Muni como uma narração dos Sábios Agastya e Suta no Skanda Upa Puranam. Em uma cópia dessa versão malaiala preservada na biblioteca do Ashram, duas folhas com a caligrafia de Bhagavan com os nomes dos 63 Santos em tâmil e os textos em malaiala estão coladas a uma foto de Bhagavan. O livro está disponível aqui nos formatos de PDF e áudio para os devotos.

Observação: O Siva Bhakta Puranam, em malaiala, uma tradução independente baseada no Periya Puranam, e Siva Bhakta Vilasam, vol. I, foram publicados pelo Sri Ramanasramam em 2018.

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Capítulos 0 a 7
Capítulos 18 a 13
Capítulos 14 a 16

Capítulos 77 a 78

Siva Bhakta Vilasam – Livro em malaiala no formato PDF (Download Aqui)

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